Se você pesquisou sobre implante capilar, provavelmente se deparou com dois termos: FUE e caneta Implanter. Muita gente confunde os dois — mas eles se referem a etapas completamente diferentes do procedimento.
FUE é extração. Implanter é implantação.
FUE (Follicular Unit Extraction) é a técnica de extração dos folículos da área doadora — geralmente a nuca. Com microponches de 0,7 a 1,0 mm, os folículos são retirados individualmente, sem cicatriz linear.
A caneta Implanter é o instrumento usado na etapa de implantação — quando os folículos extraídos são colocados na área receptora (a área calva). É aqui que as técnicas se diferenciam radicalmente.
Como funciona a técnica convencional com pinça
No método tradicional, o procedimento de implantação tem dois momentos separados:
Primeiro, o médico abre centenas de micro-incisões no couro cabeludo com uma agulha ou bisturi. Depois, com uma pinça, insere cada folículo manualmente dentro dessas incisões já abertas.
O problema? Os folículos ficam expostos ao ar e à temperatura ambiente por mais tempo. A pinça exerce pressão mecânica no bulbo folicular. E o médico tem menos controle sobre o ângulo exato de cada fio.
Como funciona a caneta Implanter
Com a caneta Implanter, a abertura da incisão e a implantação do folículo acontecem em um único movimento simultâneo. O folículo fica carregado dentro da agulha da caneta e é depositado diretamente no couro cabeludo, sem ser tocado por pinça e sem ficar exposto desnecessariamente.
Isso muda tudo em três aspectos fundamentais:
1. Maior taxa de sobrevivência folicular
Na técnica com pinça, o folículo é manuseado duas vezes — uma na extração e outra na implantação. Cada contato é um risco de dano ao bulbo. Com a caneta Implanter, o contato mecânico direto é minimizado.
A taxa de sobrevivência folicular com caneta Implanter fica entre 90% e 95%, consistentemente superior ao método com pinça.
2. Controle de ângulo e direção
Cada região do couro cabeludo tem um ângulo de crescimento diferente. Na frente, os fios crescem quase paralelos ao couro (10°–20°). No topo, o ângulo é maior. No occipital, diferente novamente.
Com a caneta, o médico controla o ângulo de inserção com precisão milimétrica em cada folículo individual. Com a pinça, depois que a incisão está aberta, há menos controle sobre o posicionamento final do fio.
Isso explica por que os resultados com caneta Implanter ficam mais naturais — cada fio segue exatamente a direção correta para aquela região.
3. Maior densidade possível
Como a caneta cria a incisão e implanta ao mesmo tempo, é possível colocar folículos mais próximos uns dos outros sem o risco de deslocar os já implantados (o que acontece quando se tenta inserir uma pinça perto de um folículo já colocado).
O resultado: mais fios por cm², o que significa uma aparência mais densa e uniforme.
Por que nem todas as clínicas usam a caneta Implanter?
Há dois motivos principais. O primeiro é custo: as canetas Implanter são mais caras que as pinças, e o consumo por procedimento é maior. O segundo é a curva de aprendizado: a técnica exige treinamento específico e prática considerável para ser executada com consistência.
Na TCD Brasil, usamos a caneta Implanter desde 2017 — quando abrimos nossa primeira clínica na Turquia. É a única técnica de implantação que utilizamos.
Resumo: FUE + Caneta Implanter é o padrão ouro
A combinação ideal é usar FUE para extração (sem cicatriz linear, sem suturas) e caneta Implanter para implantação (máxima precisão, mínimo trauma). É essa combinação que a TCD Brasil pratica em 100% dos procedimentos.
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Rassman WR, et al. Follicular unit extraction: minimally invasive surgery for hair transplantation. Dermatol Surg. 2002;28(8):720-8. PMID: 12174065.
Kim JC, Choi YC. Regrowth of grafted human scalp hair after removal of the bulb. Dermatol Surg. 1995;21(4):312-3.
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