UV e a estrutura do fio
A radiação ultravioleta — especialmente UV-B — degrada a queratina e os lipídeos da cutícula capilar. O resultado visível: fios mais porosos, opacos, quebradiços e com perda de cor. Em fios muito pigmentados, a fotodegradação da melanina causa o efeito "descolorado" típico de quem passa muito tempo ao sol.
UV e o couro cabeludo
O couro cabeludo, especialmente em áreas com menos cabelo, está sujeito a danos actínicos — envelhecimento da pele por radiação solar. Em calvícies extensas, o couro cabeludo exposto pode desenvolver queratoses actínicas e, em casos graves, carcinoma de células escamosas.
Ironicamente, o cabelo é o melhor protetor solar natural para o couro cabeludo — mais um argumento para restaurar a cobertura capilar via implante.
Pós-operatório e sol: cuidado específico
Após o implante capilar, o couro cabeludo transplantado é especialmente sensível à radiação solar nos primeiros 3 meses. A inflamação pós-operatória pode ser exacerbada pelo calor e pela UV, e o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória é real.
Na TCD Brasil, orientamos proteção solar rigorosa (chapéu de aba larga, protetor solar específico para couro cabeludo) durante os primeiros 3 meses após o procedimento.
Referências: Trüeb RM. Int J Cosmet Sci. 2015; Gavazzoni Dias MF. Int J Trichology. 2015.