A pergunta que todo calvício já fez

"Vou esperar a cura aparecer antes de fazer o implante." É uma das frases mais comuns nas consultas de avaliação — e entendemos o raciocínio. Mas o que a ciência realmente diz sobre essa perspectiva?

O que está sendo pesquisado

Clonagem de folículos (multiplicação folicular). A ideia é cultivar folículos em laboratório a partir de células do próprio paciente — eliminando a limitação da área doadora. Pesquisas da Universidade de Columbia e da empresa Stemson Therapeutics mostram progressos, mas ainda enfrentam o desafio de fazer os folículos clonados se orientarem corretamente no couro cabeludo após a implantação.

Inibidores de JAK. O baricitinibe e o ruxolitinibe, aprovados para alopecia areata, mostraram em estudos preliminares algum efeito na alopecia androgenética — mas os resultados ainda são modestos e inconclusivos para essa indicação específica.

Terapia com células-tronco. Injeções de células-tronco derivadas do tecido adiposo mostram resultados promissores em estudos fase II para estimular folículos miniaturizados. Ainda não aprovado como tratamento padrão.

Terapia gênica. A ideia de "corrigir" geneticamente a susceptibilidade ao DHT ainda está em estágios muito iniciais de pesquisa.

A perspectiva realista

Os especialistas em tricologia são cautelosos: nenhum dos tratamentos em pesquisa deve estar disponível clinicamente antes de 2030 a 2035 — e mesmo quando disponíveis, provavelmente serão complementos, não substituições completas ao implante.

Enquanto isso, cada ano que passa sem tratamento significa mais folículos miniaturizados e menor área doadora disponível para o futuro. A solução mais eficaz e definitiva que existe hoje — o implante com caneta Implanter — já tem mais de 90% de taxa de sucesso documentada.

Referências: Christiano AM. Columbia University. 2023; Stemson Therapeutics. Clinical Pipeline. 2024; King B et al. N Engl J Med. 2022.